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Quarta-feira, 22 de Fevereiro de 2012

Céus estrelados do Atacama partilhados em vídeo

Céus estrelados do Atacama partilhados em vídeo
Clique no link abaixo para ver o primeiro vídeo da série "Astronomer's Paradise"
Esta notícia tem conteúdo multimédia, clique aqui para visualizar
O deserto do Atacama, no Chile, é conhecido por ser um autêntico paraíso para os astrónomos pelos seus céus livres de poluição que lhes permitem "mergulhar" no universo sem quaisquer impedimentos. Porém, agora, graças a uma iniciativa do Observatório Europeu do Sul (ESO), todos podem ter o privilégio de testemunhar um espetáculo raro através de um vídeo divulgado recentemente. 
 
Trata-se de uma compilação de mais de 7.500 imagens estáticas captadas entre Outubro e Novembro de 2011 pelos fotógrafos Christoph Malin e Babak Tafreshi e oferece aos curiosos um olhar mágico sobre a montanha de Cerro Paranal, uma das mais altas do deserto do Atacama que acolhe vários instrumentos de observação do ESO.
 
O vídeo mostra a beleza dos céus noturnos do Atacama, onde as únicas luzes vísiveis são as estrelas, já que a cidade mais próxima se encontra a muitos quilómetros de distância, e proporciona também uma viagem aos bastidores que permite saber o que vêem os especialistas que se encontram no interior das instalações do Very Large Telescope (VLT), abrigo do maior conjunto de telescópios óticos do mundo.
 
Em declarações à National Geographic, Babak Tafreshi frisou que "existem já poucos locais no planeta onde seja possível experienciar um céu tão escuro" como o do Atacama. "Já estive sob céus semelhantes noutros continentes, desde o coração do Sahara, na Algéria, aos Himalaias ou a ilhas do Pacífico, mas o que torna o Atacama único é ser seco e límpido tantas noites por ano", acrescentou o astrónomo.
 
O acesso a Cerro Paranal não está aberto ao público, facto que causa tristeza em todos os que desejam visitar o local e observar, na primeira pessoa, um cenário considerado mágico. No entanto, Christoph Malin, outro dos especialistas envolvidos na elaboração do vídeo, explicou porquê. 
 
"Trata-se de um lugar remoto, num ambiente muito desértico. São necessárias grandes precauções ao nível da segurança e tudo é organizado ao minuto, hora a hora, dia a dia, 365 dias por ano para otimizar os recursos de que dispomos", disse à National Geographic.
 
No entanto, o ESO e os astrónomos querem continuar a dar ao mundo a oportunidade de viver a magia, ainda que de longe. Por isso, este vídeo não será o único da série "Atacama Starry Nights".

Em Março, Malin e Tafreshi prometem divulgar uma nova complicação focada na região norte do deserto e no observatório ALMA (Atacama Large Milimeter/Submilimeter Array).
 



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